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criado por finityster
17:10:52Já estamos em 2009 e lá já se foram dois meses.
Já temos todo o aprendizado de um milênio vencido, e ainda assim, carregamos em nossos ombros o peso de uma incerteza, que pela influência de uma coisa chamada memória, nos leva sempre, a descrer do dia de amanhã.
Estou cansado de ouvir as pessoas dizerem que esse nosso país não tem memória.
Eu vou mais além e afirmo que o Universo não tem nenhum registro detalhado, e por conseguinte, nunca teve memória.
Se por acaso, por obra do destino, o Diário de vida do Adão ou as memórias da vida de Eva fossem encontrados, talvez a gente pudesse descobrir muitas coisas. Mas ainda assim, nada poderíamos garantir e nunca saberíamos se todas as coisas escritas lá, seriam o espelho da verdade da vida do homem da terra.
Qual teria sido exatamente a causa da rixa, entre Caim e Abel? Se naquela época, não existiam as bebidas, o fumo, a música, a dança, a droga, e o jogo, e seu consumo exagerado dos dias de hoje?
E o que, realmente, teria levado os dois a se defrontarem, para um desfecho tão sério, na realização do primeiro crime que se teve noticia na terra ?
Por analogia, na eliminação de motivos, chegamos a conclusão de que as roupas eram de folhagem, a casa era de pedra, o alimento eram as raízes, o relógio era o próprio sol, e pelo visto, só nos resta pensar, que o único motivo daquela tremenda rixa, só poderia estar ligado às coisas do “sexo”.
E por que seriam exatamente esses, os principais motivos dessa primeira rixa, entre os primeiros seres humanos do planeta?
Vá lá, que a Eva, como toda boa mãe, e muito mais preocupada em garantir a hombridade dos seus filhos, resolveu ensinar aos dois, que eles eram do mesmo sexo, e irmãos , e que, sendo assim, nunca deveriam transar.
Pior foi a emenda, do que o soneto!
A Igreja conta que a Eva foi concebida por uma costela do Adão, mas não conta mais nada na frente, e assim, já coloca em dúvida, que por certo apareceria um segundo, e quem sabe talvez, até um terceiro sexo.
E aonde se instalaria esse terceiro sexo, e sem nenhum comentário, eu admito que isso deve ter sido problemático para Eva.
Será que o nosso Criador, não poderia ter sido mais legal e ter dado vida, a um segundo casal?
Pois só assim, teria descomplicado a vida da primeira mulher, a pobre Eva, responsável pela primeira família cristã do mundo.
Mas hoje, o mundo está cercado de infinitos interesses, o mundo é hoje exatamente uma mescla de vários tipos de raça e pensamentos, que na realidade, buscam se firmar em novas conquistas, fazendo do homem um ser, extremamente complicado.
O tempo fez mudar toda a humanidade, e fez de nós, um ser extremamente atento às horas.
Mas com certeza, a corrida pela vida, vai fazendo o homem simplificar as suas idéias. Mas a grande proteção da humanidade foi o presente que Deus deu ao homem, a racionalidade e a inteligência de poder criar.
Assim, o homem dividiu a vida em séculos, transformou os séculos em décadas, a década em anos e os anos em meses.
Transformando os meses em dias, dividiu os dias em horas, subdividiu as horas em minutos e finalmente observou que criando os segundos, fatalmente condenaria esse homem, a ser responsável pelas maiores tragédias em nossa humanidade.
Em compensação, obrigou ao homem a se a adaptar aos lampejos, pois tudo que de ruim ou de muito bom que acontece hoje, acontece em frações de segundos.
O passo do segundo das horas, corresponde exatamente, ao batimento dos nossos corações, e assim sendo, a vida foi transformada em emoção e a cada vez, que alongamos qualquer ato de nossas vidas, vamos ter dificuldade de controle, pois um campo de idéias e de pensamentos úteis, não se alojam nos maiores espaços de tempo, e sim, na fração de segundos.
Os segundos fiscalizam a vida do homem na terra onde se tem o resultado de cada ato humano.
A Terra é o micro funil, por onde escorrem fatos e os acontecimentos da vida, portanto não podemos vacilar um segundo sequer, senão seremos esmagados, pelos minutos, horas, dias, meses e anos de nossas vidas.
Façam pois, os seus registros de vida; não sejam nunca iguais a Adão ou Eva, que nunca tiveram um diário ou uma agenda e também nunca se importaram com os segundos de suas vidas, que são os nossos lampejos.
Quero ser fiel ao tempo, acho que ele é o referencial mais importante da vida.
Em todos os momentos que necessitamos para viver, temos sempre que incluir o fator tempo.
O mais importante para o mundo atual, será valorizarmos sempre, os pequenos espaços, e acostumarmos a nossa mente, a se programar para atuar em frações de segundos, pois só elas, irão garantir que estaremos integrados, no novo conceito de viver, o raciocinar em tempo de máquina!
E por isto hoje, estamos nos incluindo numa nova escravidão, a chamada Globalização, que vem exatamente super valorizar os segundos de vida que temos, e para isto já temos o nosso novo Adão, o fantástico Bill Gates! Que por certo obriga ao Mundo, a fazer seus registros, em micro impulsos eletrônicos.

criado por finityster
09:02:20Crises, quem não as tem?
Crises irritam, crises causam mal-estar, crises dão final às coisas estáveis, crises tiram o sono, crises nos tiram a saúde.
E por que não buscar para cada crise, uma saída, será a maneira mais simples de matar uma crise, uma perfeita saída, que pode ser diplomática, política, duvidosa, perigosa ou até rancorosa.
Vou comentar crises profissionais, pois as pessoais são confusas, e para cada crise pessoal, existe uma saída pessoal, e a saída pessoal é como as impressões digitais, é inimitável , tem reflexos de criação, de ambiente, de família, de cultura, de nível social e de objetivos.
Eu tinha emprego estável, era o meu desafio profissional, segurava uma posição de destaque na empresa, comandava todo o movimento financeiro, em suma, a responsabilidade de um caixa de duzentos e cinquenta milhões de dólares.
Meu patrão, um banqueiro e industrial europeu, calçado pela força financeira do seu aval pessoal, que lhe dava confiança de trazer dinheiro do exterior, no momento que ele quisesse,pois era muito conhecido internacionalmente.
Infelizmente, uma crise no Brasil, fez com que o nosso governo, criasse pelo seu Banco Central, uma instrução normativa que impedia a sua flexibilidade, e que se algum empresário por que motivo fosse, trouxesse recursos do exterior, teria os mesmos bloqueados, e sua liberação só ocorreria num prazo mínimo de trinta a cento e vinte dias.
Vale salientar que aquela instrução só trouxe irritação ao meio comercial e industrial brasileiro.
Pensei então numa saída para facilitar os negócios do meu patrão ,já que ele queria trazer o dinheiro de fora e o governo lhe tirava tal possibilidade.
Conversei com a diretoria de uma Financeira e mostrei o nosso dilema, por precisar do dinheiro, pois o BNDE, exigia que aumentássemos o capital da sociedade em oitenta e cinco milhões de dólares, conforme contrato de financiamento.
Pensamos juntos e fizemos um novo financiamento encima da compra de sessenta vagões graneleiros, que já haviam sido financiados pela mesma financeira. Em garantia de tal financiamento pelo saldo de valor comercial conseguimos re- financiar, normalizando afinal, o tal aumento de capital, exigido pelo BNDE.
Daí então, surgiu uma nova idéia e buscamos o caminho via negócios bancários no Paraguai, pois o câmbio entre aquela nação e o Brasil, era livre por ser um País latino.
Meu patrão passou a trazer dólares, via Paraguai, sempre como pessoa física, transferindo em cruzeiros no Rio de Janeiro para um Banco brasileiro, na sua conta de pessoa física.
Assim procedeu, até que a tal crise criada pela instrução normativa do Banco Central tivesse fim.
Pude, naquela oportunidade, comprovar que crise se combate com saídas, e as saídas estão aí, só falta a nós sabermos utilizá-las.

criado por finityster
09:14:56Estou na década de 50, no Brasil, um país de aproximadamente sessenta milhões de brasileiros, recém-saído da temida ditadura do Presidente Getúlio Vargas e política interna confusa, onde os nacionalistas, que se rotulavam democratas, exigiam em praça pública a garantia das nossas principais riquezas do campo industrial.
O mundo se voltava para o Canal de Suez, onde um novo perigo se instalava e ameaçava a paz recentemente conquistada da arrasada Alemanha de Hitler.
A juventude da época, entretanto, não devia esmorecer diante das ameaças,pois muito pior, tinha sido o período compreendido entre os anos de 1939 e 1945, anos que trouxeram ao nosso povo a grande experiência de viver em plena guerra mundial.
O Brasil ainda vivia como uma grande colônia, os vestígios do domínio dos coronéis era notório, e nós, precisávamos urgentemente de mudar os destinos do trabalhador brasileiro. Nesse momento então, o nosso país observa um novo caminho, que era indicado pelo então candidato à Presidência, o Dr. Juscelino Kubitscheck de Oliveira.
O povo o elege e aplaude suas novas idéias, que asseguram os motivos para que o Brasil entre firme na rota da industrialização e no fortalecimento da siderurgia, da mineração, da automotiva e da ampliação do nosso campo de extração de petróleo, para tornar-se auto-suficiente.
Pensando talvez nesse crescimento, o nosso Presidente tenha falhado, quando iniciou as obras da Transamazônica, achando que seria o caminho mais curto para unificar o país.
O brasileiro que até então, era parte de um povo acomodado, passou a buscar seus novos caminhos, e para nossa alegria, começamos a pesquisar tecnologia, conhecimento e especialização, esquecendo o rótulo de que somos um país do futuro, mas sim de um presente no novo cenário mundial, e que já começava a incomodar aos países de primeiro mundo.
Aí sim, cada brasileiro passa a buscar em suas ambições, um novo caminho.
As escolas de aprendizado se diversificam, o número de Universidades se amplia e então começamos a acreditar que seremos uma nova esperança na América Latina.
E foi nesta mesma época que buscando uma carreira profissional, iniciei a trajetória de análise das empresas e de seus dirigentes, e passo a comentar sobre os líderes empresariais que conheci e convivi, ou como queiram, os grandes executivos.
Inicio pelo saudoso Dr. Milton Costa Lentz César, filho de um famoso embarcador, Paul Lentz Cesar, de origem norueguesa, que veio para o Brasil na ocasião da primeira guerra mundial e casou-se com a Sra. Márcia Costa Lentz César, e aqui se estabeleceu na indústria farmacêutica, adquirindo os direitos de fabricação de uma linha de tônicos e fortificantes que seriam de origem dos índios, o antigo xarope Phymatosan e Phosphatan, um tônico para a memória.
Com o Dr. Milton, criei o meu espelho de trabalho e desempenho e apreendi que a análise deve ser criteriosa em seus mínimos detalhes. Ele era um grande observador, media o tamanho de um barbante para embrulho, cortava
a fita adesiva sem exageros, utilizava o creme dental até o resíduo de sua tampa, tinha o hábito de colher clips e alfinetes no chão,etc...
Era afinal, um superintendente industrial muito rígido e consciente.
Foi buscar mestrado nos EUA e trouxe para o Brasil vários sistemas de racionalização de trabalho.
Foi fundador da CONSEMP, uma empresa de consultoria e treinamento de executivos.
Foi fundador da caderneta de poupança Morada e responsável direto pela minha admissão e ascensão profissional na indústria química e farmacêutica.
Acreditando na minha capacidade de trabalho me fez Chefe do Planejamento e Controle da Produção, onde pude formar toda a minha base profissional futura, em substituição ao Sr. Salvador da Costa Monsanto que tinha se transferido para a CPRM, após se dedicar à mesma posição, por um largo período de mais de quinze anos.
Não posso deixar de registrar, que esta família foi também a introdutora da Igreja Presbiteriana no Brasil, e instalou a sua crença pelas mãos do pai do Dr Milton César, o pastor e reverendo Paul Lentz César.

criado por finityster
08:55:52O mundo em geral, segue caminhos de mudanças e o desemprego vai se instalando, a tecnologia vai avançando, suprimindo assim, a mão de obra.
Com isso, cresce a passos largos, o mundo da necessidade e da fome e nós, brasileiros, ainda não sabemos a que mundo, realmente nós pertencemos - se ao primeiro, ao segundo, ao terceiro, ou quem sabe, ao quarto mundo que, com certeza já deve existir, mas a gente não sabe onde fica.
Fala-se muito no Brasil, do jeito baiano de viver - ô xente! -Dizem que o baiano, nada quer com a hora do Brasil!
Mas a televisão, nos dias de hoje, nos mostra exatamente o contrário, mostra uma Bahia crescendo na área agrícola e na indústria dos manufaturados.
A fama do baiano é antiga, e eu me lembro da cidade de Salvador, principalmente ao redor do seu porto, onde os baianos, ficavam sentados na beira das calçadas.
Ali, se você necessitasse de um carregador, para ajudar nas descargas da alfândega ou para carregar a sua mala, ficaria totalmente perdido se fizesse a ele o seguinte convite - “ô rapaz, quer ganhar algum dinheiro, ajudando a descarregar minha carga ? –
Receberia como resposta - ô moço! eu não quero não, prefiro continuar pitando aqui o meu velho cigarro de palha! –
E eu só vim a entender o espírito da coisa, bem mais na frente.
A Bahia só está crescendo por causa do Carnaval de rua, que lhe trouxe um forte turismo, a proliferação da água de coco e a mudança do termo “bunda” para “tchan”, que obrigou com certeza o baiano a se levantar da beira das calçadas, para mexer com as cadeiras .
Conheci um sujeito , o “MOA” que no inicio da sua vida, foi igualzinho ao baiano.
Era um jovem, com dezoito anos completos, que tinha o primeiro grau concluído. Naquela época era muito estudo, e como diploma. Ele trazia uma carteira de motorista profissional, no bolso traseiro esquerdo de sua calça.
Sentava-se, diariamente, na beira de uma calçada, na frente de sua casa e ali, tragava o seu cigarro durante todo o dia.
Eu, que com quinze anos de idade, já trabalhava, passava por ele e dizia - ô Moa, você não vai trabalhar não? –
Pacientemente, como todo baiano, ele retrucava - só trabalho se o emprego for muito bom, e eu, muito bem remunerado! -
E assim, o Moa carioca, vivia a sua vida de baiano.
Durante cerca de mais ou menos três anos, ali, sentado na beira da calçada, ele aguardava o tal emprego, muito bom e muito bem remunerado.
Ele dizia, sempre com muita confiança, que a mãe lhe dava comida e o pai, roupa e cigarros, total razão para que não ficasse correndo atrás de um emprego vagabundo.
E não é que o cara estava certo?
Num determinado dia, uma prima do “Moa” que trabalhava na embaixada americana como secretária executiva, fez uma proposta para ele - ô primo, quer ir trabalhar na embaixada? vou fazer de você, o motorista do vice-consul , o administrador geral da embaixada, e seu salário vai ser pago em dólar. Só existe uma diferença, você não ficará em regime de lei trabalhista brasileira, mas sim norte-americana, você aceita ? -
Claro que o MOA aceitou o emprego dos seus sonhos.
Vejam vocês jovens, a vida do Moa, não serve mais de exemplo. Já passamos da época do “QI” (quem indica).
Hoje, trabalho só com muita tecnologia, estudo e aplicação prática.
Não vai adiantar nada ficar sentado na beira da calçada, pitando o seu cigarrinho,pois MOA, só existiu UM!

criado por finityster
08:13:00