Fazendo Arte

Este blog é destinado aos apreciadores da arte, aquela sem compromisso, aquela cujo único objetivo é expressar os sentimentos, seja na poesia, nas citações, nas histórias pitorescas ou até mesmo nas pinturas em tela, enfim nas próprias vivências...

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Terra Blog

Categoria: crônicas

09.03.09

O inacreditável

categorias: crônicas

Já faz muitos anos quando eu me deslocava para casa e a noite já avançava para um novo dia.
Encontrava-me numa parada de ônibus e aguardava um coletivo para o bairro onde morava. Cansado de um dia desgastante de trabalho, estava atento à chegada do coletivo, quando fui surpreendido por uma voz que perguntava, num tom forte, quem era o espírito de luz que se encontrava próximo a ele. Olhei para o lado direito e verifiquei a presença de um senhor de altura mediana, bem trajado com terno e gravata e que na mão possuía uma bengala de alumínio dobrável.
Aí então, percebi ser o referido senhor, um deficiente visual. Tomado de coragem, perguntei se estava falando comigo.
Ele respondeu que sim, pois só estávamos os dois naquela parada. Pediu que eu chegasse mais perto. Eu, muito desconfiado, me aproximei quando ele completou que estávamos indo na mesma direção. Confirmava que eu ia para uma estação antes da dele. Muito surpreso, perguntei como ele sabia tudo o que disse, se sequer me conhecia, além de não enxergar, ao que retrucou, dizendo saber e sentir tudo.
Prosseguiu, falando que chegou ao Rio naquele mesmo dia pela manhã, para atender a dois “irmãos” , um no bairro do Grajaú, onde já havia estado, e outro no bairro da Penha, para onde estava seguindo naquele momento. Nada melhor do que irmos juntos no mesmo coletivo, conversando, disse ele tranquilamente.
Eu então, ainda curioso, concordei. Finalmente o ônibus chegou, e nós dois embarcamos. Deixei que ele sentasse perto da janela e fiquei atento a tudo o que me dizia.
Para minha tranqüilidade , ele iniciou a narrativa dizendo ser o mais alto grau da Fraternidade Eclética Rosa Cruz e que estava numa missão de cura. Já tinha realizado a primeira e se deslocava para realizar a segunda. Informou-me também, que residia no Paraná.
Eu, muito preocupado, perguntei se ele não desejava que o acompanhasse até à residência daquele irmão na Penha ao que respondeu, prontamente, que não seria necessário , pois estava ligado mentalmente no caminho certo da casa para onde iria, visto que o beneficiado com a sua visita estava em plena sintonia com ele. Reafirmou que não existia nenhum perigo de ir só e chegar até lá.
Continuou descrevendo a sua seita e disse, que talvez eu fosse um dos deles, mas para saber, necessitava levar meu nome para uma reunião entre todos os conselheiros, e submetê-lo a um profundo exame, para posteriormente me informar.
Mas mesmo, com uma resposta positiva, disse-me que eu deveria receber uma proposta para preenchimento, mas que só poderia realmente devolvê-la preenchida, no momento em que me achasse absolutamente desobrigado de qualquer tipo de vida material, pois só assim, seria um deles.
Nesse momento, quis pegar uma folha de papel para anotar todos os meus dados pessoais, e ele então me surpreendeu mais uma vez, dizendo não haver necessidade, pois gravaria tudo na memória.
Assim eu fiz, informando dado a dado, paulatinamente, e me despedi pois já havia chegado a hora de descer do ônibus.
Segui para casa quase paralisado , meio que tonto, meio abobalhado, com tudo o que havia vivenciado.
Pensei com os meus botões, se aquela resposta chegaria mesmo, pois não passei nada do que disse por escrito.
E pasmem! Seis meses depois do ocorrido, recebi em casa a tal proposta para preenchimento, e livros correspondentes a estudo das indicações de todas as personalidades que ao esoterismo estão vinculadas. Confesso que preenchi a tal proposta, mas até hoje, passados mais de trinta anos, não tive coragem de enviá-la.

02.03.09

O brasileiro,povo mais político do mundo!

categorias: crônicas

“O Brasileiro é o povo mais político do Mundo!”

Muito bom se pensarmos assim. O brasileiro é bem situado como político, mas infelizmente chegamos à conclusão de que o Brasil, por ser um país continental e litorâneo, custou muito a exercitar a sua forma de fazer política.
Até hoje as nossas praias vivem cheias, e sòmente agora, estamos descobrindo que a nossa vocação é o Turismo!
O nosso Congresso demonstra esse fato com certeza, pois quase todas as quintas-feiras, as malas dos nossos brasileiros já são embarcadas nos aviões, rumo às praias, haja ou não, algum projeto importante a ser votado.
O brasileiro gosta de errar nas eleições, para poder manter sempre aceso o clima das discussões políticas.
O mesmo eleitor que se empenhou numa luta diária para a reeleição do FHC, ficou totalmente ligado a campanha que demonstrava a insatisfação com a nova postura do Presidente.
Hoje já se diz, que êle escondeu a crise, não cuidou do desemprego, foi submisso ao FMI ( fazia m...internacional), e hoje diz que o Itamar pobre coitado, teve muita razão e que o seu grande erro foi abrir as importações, que assassinaram a nossa produção.
Eu confesso, sou eleitor desde 1952 e na minha visão, só assisti a erros de eleição.
A única politicamente correta desde então, foi a que levou ao poder o Dr. Juscelino Kubitschek de Oliveira.
Daí para frente, tudo errado.
Logo a seguir, colocaram um louco no poder e até sua própria filha, mais tarde, fez inúmeras considerações, e foi tida como louca...
Pobre TUTU, foi até internada pelo próprio pai. Conhecido como o homem da vassoura que iria acertar a área pública, teve seus primeiros decretos perturbando o sono dos anjos.
Pasmem!... Proibiu a briga de galo, o uso do biquíni, o terno e gravata no palácio, a corrida de cavalos e o uso da mini-saia.
Tudo isto, esquecendo do desenvolvimento que havia sido retomado pelo Presidente que saía enaltecido pelas grandes idéias no campo de transformação do país, numa potência industrial. Esse, saiu do governo nove meses depois, alegando a atuação de forças ocultas, até hoje não reveladas.
Aí então, entramos no processo que até hoje nos maltrata.
A não aceitação do seu substituto, o Dr. João Goulart, trouxe ao poder a ditadura militar, que já pairava na cabeça dos Coronéis, como verifiquei dentro da própria Caserna, quando estagiário,quando antes da posse do Dr. Juscelino, eu recebi um convite para participar dentro do quartel onde servia, de um abaixo assinado, que impedisse a posse da sua eleição, para mim, limpa de critérios.
E daí em diante, a luta política se voltou para dar fim a tal ditadura.
No entanto, se observarmos bem, a ditadura não terminou aqui no Brasil, ela vestiu uma nova capa, a do socialismo moreno. Os jornais não nos deixam mentir, tudo que se diz hoje, será o mesmo que se dirá amanhã.
Vamos orar e pedir a Deus, que ele não deixe o Brasil acabar, porque o nosso País é tão grande, tão futuro, tão passado, que temos que lutar muito, para chegarmos ao presente - o presente com empregos, com saúde, com escolas, com segurança, com projetos, com crescimento, com privatização técnica - e sem mentiras.
Com a fidelidade partidária, sem a corrupção, sem o despotismo, sem o contrabando, sem as denúncias infundadas e sem os privilégios, com uma justiça limpa e um poder judiciário que apóie o povo.
Única razão da existência da esperança de chegarmos ao topo, na relação dos países considerados de primeiro mundo.
Abandonemos a idéia de uma moeda forte, com uma economia fraca.
Pensemos que o maior celeiro do mundo, em condições climáticas, é o nosso! Temos a maior disponibilidade de terras, em extensão territorial útil, com hidrovias naturais não aproveitadas e com ferrovias sucateadas. Se pensarmos que o maior país se chama BRASIL, só nos restará consertar isso!
O nosso lema de crescimento, vem há muito tempo errado.
O princípio básico da economia é capital e trabalho, e não como a maioria dos nossos ministros pensam, o Trabalho do Capital!

16.02.09

E o Oswaldo, hem ?

categorias: crônicas

Num determinado dia, recebi uma solicitação de minha mãe, e pela importância e as condições de saúde dela na época, jamais poderia negar.
Pediu-me que tratasse da transferência,por instrumento de procuração, junto ao INSS, para a partir daquele momento , ficar responsável, pelo recebimento de sua pensão. Mesmo reconhecendo ser aquele Órgão, um dos mais complicados da área de serviços públicos, não me intimidei e fui até o posto da Praça Panamericana, lá na Penha, para cuidar da tal transferência, diminuindo assim o sofrimento da minha mãe.
Em lá chegando, pude logo observar, uma longa fila, fazendo voltas, em torno da tal Praça. Dirigi-me assim para o seu final, tomando informações com outras pessoas.
Soube então, que era uma fila única de atendimento.
Mesmo assim, na fila eu permaneci, e fiquei imaginando, como sofremos nas mãos de um serviço público tão complicado.
Sabia de antemão, que levaria no mínimo duas horas para chegar até o balcão de atendimentos.
E para surpresa minha, após muita paciência, eu conseguia chegar a porta do posto, quando reparei que no vidro blindex da tal porta, estava pregado um aviso com instruções administrativas de funcionamento.
Nele para meu espanto, estava escrito, “só fornecemos procurações no período compreendido entre os dias l6 e 20 de cada mês”.
Consultando o calendário, observei, que o dia por mim escolhido, era exatamente o dia 2l,e, assim sendo, eu teria que retornar no dia l6 do mês seguinte.
Incomodado com o fato de ter largado o trabalho, gasto dinheiro de táxi, aguardado mais de duas horas na fila, e ter que voltar sem solução, decidi ir direto ao balcão e solicitar a tal procuração.
No balcão, esbarrei com uma funcionária, com ar de superioridade, que foi logo me dizendo, não ser o dia de fornecerem procurações.
Afirmei que só sairia de lá com a procuração e ela retrucou que não poderia me atender, pois o aviso da chefia, estava colocado no vidro. Enfatizou que não adiantaria eu insistir, porque ordem era ordem !
Já nervoso e achando estar diante de um dos maiores absurdos administrativos, retruquei, que queria a minha procuração, senão eu arrancaria aquele tal cartaz, e levá-lo-ia comigo.
Naquele momento o guarda, segurança do posto, se aproximou e disse que eu não poderia fazer aquilo. Respondendo que ainda não estava falando com ele, pedi para falar com a chefia e então a funcionária do atendimento, virou a cabeça para o fundo do escritório, e gritou: - OH! Oswaldooooo! tem um senhor aqui que quer falar contigo.
O Oswaldo, que ocupava uma mesa no fundo do escritório, respondeu, olhando por cima do seus óculos. E lá veio o Oswaldo, indagando o que eu desejava dele.
Repeti , secamente, que era uma procuração de minha mãe para mim. Perguntou, então, se eu já tinha lido o aviso ao lado.Mais uma vez respondi que havia lido e não concordado.
Audaciosamente, perguntou quais eram as minhas credenciais, ao que enumerei ser brasileiro, reservista, eleitor, vacinado, e acho que chega para receber a tal procuração.
Disse , novamente, que estava fora do dia.
Retrucando que aquela afirmação era vergonhosa, pois não poderia ser fixado dia para aquele atendimento, voltei a frisar que só sairia de lá com a procuração e, caso contrário, levaria a tal instrução normativa do posto .
Para minha surpresa, indicando-me uma porta escondida, ele falou baixinho no meu ouvido, que ia mandar preparar a procuração.
Entrei e cinco minutos depois, estava com a tal procuração nas mãos, e com um detalhe, sem data de validade, e via o tal senhor Oswaldo, que saía correndo com a sua maleta 007, abandonando o posto, porque as outras pessoas que ouviram o meu diálogo com ele, já invadiam sua sala, pela tal porta que ele me mandou entrar.E assim afirmo, que nós não devemos nos acovardar diante de certas situações que são geradas pelo nosso serviço público.Temos que encará-las de frente, e assim estaremos contribuindo com o nosso governo a melhorar o atendimento a êste povo tão sofrido
.

09.02.09

A vida é um compêndio de emoções e temos que viver

categorias: crônicas

Assim como as impressões digitais, que representam um dos dados que definem as pessoas individualmente, a nossa vida também se caracteriza por inúmeras outras indefinições.
E será que se realizarmos um estudo detalhado das trilhas destas mesmas impressões digitais, nós não definiríamos os diferentes caminhos de nossa vida e da de todos os seres humanos, como se isso viesse a criar um novo estudo?
Esse estudo objetivaria melhor compreendermos a incompatibilidade de pensamentos que fazem a grande diferença entre os seres humanos.
As mães, que num passado remoto afirmavam com inteligência, que apesar de terem um número elevado de filhos, cada um deles era dono de uma individualidade e de diferentes pensamentos, afirmavam que sempre que colocavam os mesmos em confronto, como se fossem os dedos de nossas mãos, com certeza, poderíamos encontrar vidas bem parecidas, mas que jamais, teriam o mesmo teor de emoções.
Essas emoções é que irão caracterizar a busca da nossa individualidade e a nossa forma ímpar de viver.
Chego a pensar, que nós, individualmente, carregamos uma loucura de vida e teremos que nos adaptar a um mundo, também cheio de loucuras, e que sòmente jogando para o lado todo o egoísmo, a inveja, a usura, a desesperança e a vaidade, teremos uma vida mais amena e tornaremos os nossos caminhos, mais brandos.
Cabe aqui refletir, que a leitura das linhas das mãos, podem indicar na quiromancia, todas as formas de análise dos supostos caminhos individuais, mas mesmo assim, não garantem a certeza dessa informação a todos os mínimos detalhes que fazem parte de nossa jornada diária de vida.
Quem sabe, que se essa leitura fosse modificada para uma leitura digital das impressões de nossos dedos individualmente, com o uso da informática, não chegaríamos a perfeita leitura dos caminhos de vida na era do novo milênio?
E assim refletindo, eu chego a pensar, que atualmente, fazemos uso da ultrassonografia para podermos identificar o sexo de um bebê ainda no útero de suas mães, com a finalidade de descobrirmos através de uma avaliação, as possíveis deformações congênitas.
Caso a ciência pudesse avançar no campo de análise dessas características, realizando esse mesmo tipo de exame, voltado em parte, para o estudo das impressões de digitais daquela futura criança, quem sabe, poderíamos analisar não só o sexo, que já é um dado importante, mas também, o caráter individual, de cada um de nós?
Talvez assim, iríamos poder identificar a formação do ser humano do novo milênio, e quem sabe, saber de antemão, quais as novas tendências das gerações futuras.
Será que na ponta dos nossos dedos, não estarão guardados, esses segredos ainda não identificados e as tendências de cada ser humano ao nascer ?
Assim pensando, sem os dedos, não somos absolutamente nada! Sem eles, seremos inúteis para escrever, para comer, para pegar, para pintar, para limpar, e assim por diante. Nós devemos reconhecer a importância do tato, em nossa vida, e observar que os melhores médicos são aqueles que realizam o exame de toque.
Sempre que se faz um exame, por mais profundo que ele seja, necessitamos daquele toque médico, e a nossa ponta de dedos, é quem sempre dará a importância do resultado que se justificará, principalmente, se o mesmo médico, for um portador de uma deficiência visual.
Prosseguindo nessa análise, eu chego a conclusão de que as características das impressões digitais entre os médicos, por certo devem ter alguma semelhança. E ainda vou mais além, se realmente as características, nesse tipo de formação, baseadas nas impressões digitais coincidirem, nós não só poderíamos identificar, uma classe médica ao nascer, mas como também, todas as outras, e assim no futuro poderíamos, saber de antemão, quantos médicos, arquitetos, engenheiros, militares, políticos, estadistas, cientistas, advogados, juízes, professores, escultores, pintores, pedreiros, cozinheiros, e assim por diante.
E nós teríamos com certeza, a cada nove meses, uma amostragem aproximada da qualidade social de vida futura.
Mergulhando ainda mais nessas considerações, chegaríamos portanto, a identificar os futuros males que afetariam a saúde daquela nova vida, prestes a vir ao mundo e talvez até, quem sabe, identificaríamos também os futuros criminosos, os psicopatas e os traficantes de drogas.
Isso seria realmente uma maravilha e a solução para Paz Universal. Teríamos talvez, a vitória geral do bem sobre o mal e a perpetuação do homem na Terra!
Nunca devemos esquecer que em todos os aprendizados de vida nos quais utilizamos os nossos dedos, eles serviram como o nosso primeiro instrumento, pois com eles, aprendemos a fazer contas, com eles apontamos as coisas que nos interessam, com eles sinalizamos se tudo vai bem e legal...
Com eles, os deficientes auditivos fazem o seu papo diário e os deficientes visuais fazem as suas novas descobertas.
Resumindo, concluo que, com os nossos dedos, demos vida a todos os equipamentos eletro-eletrônicos que irão registrar na história, a orientação das futuras gerações.

02.02.09

A confusão para entrar na sala de aulas

categorias: crônicas

Os meus primeiros dias de aula na escola, sempre me trouxeram problemas, por mais que fossem recomendados por minha mãe.
Eu tinha apenas quatro anos e não conseguia definir direito o momento exato de atender ao pedido da professora para que me dirigisse à sala de aula.
Apesar de minha mãe explicar diariamente que sempre que a professora chamasse os alunos do primeiro ano eu deveria subir, eu aguardava o chamado e não entendia porque não era chamado.
A explicação para o fato era que a professora só usava a expressão, “ a primeira classe pode subir”, e eu ficava no pátio do Colégio, sozinho, esperando.
Eu esperava que ela chamasse exatamente, como a minha mãe me dizia, e, com isso, sempre perdia a primeira aula.
Quando chegava em casa e falava para minha mãe, ela não conseguia entender , até o dia em que eu usei a expressão da professora, comparando-a com a da minha mãe.
Dessa forma foi desvendada a grande confusão e aí então, pude participar de todas as aulas, inclusive da primeira.